Author Topic: [RP] Trovadores de Portugal  (Read 903 times)

(RIP) Vasco D'aviz

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[RP] Trovadores de Portugal
« on: 27 February, 2014, 02:53:44 AM »
Do amigo de Vasco D'Aviz, o escriba também trovador na sua Taverna:

Após um árduo dia de trabalho na sua tasca a servir os ensopados de carne cada vez mais famosos, Vasco tinha um grande desafio pela frente que o deixava nervoso. A Rainha de Portugal, tinha tomado conhecimento da qualidade dos ensopados de carne que eram servidos nesta tasca que estava a tornar-se um lugar popular e promotor da boa cultura gastronómica portuguesa. Nesse sentido, decidiu fazer uma encomenda e que se a conseguisse impressionar, toda a corte passaria a ser servida pelos famosos pratos da tasca do Vasquito.
A responsabilidade era enorme. Primeiro porque era simplesmente a Sua Majestade e a sua corte a quem não poderia desiludir de maneira nenhuma. Segundo, o paladar do Povo, habituado a 1 refeição nos seus melhores dias, era muito menos requintado e exigente do que um paladar dum Nobre. Vasco não estava preparado para isto, e ele sabia-o.
Deste modo, empenhou-se arduamente reuniu-se com as melhores cozinheiras da vizinhança para obter mais conhecimentos. Explicou-lhes a situação em que se encontrava, e a troco de algumas pratas, elas decidiram ajuda-lo na recolha dos melhores ingredientes, colocar na proporção exacta, no momento exacto para criar o melhor ensopado de carne alguma vez feito. O que ele e as suas novas ajudantes faziam não era comida. Era Arte.
Por sorte, a tasca não ficava muito longe do Palácio. A maioria dos indivíduos afectados pelo cheiro delicioso que o ar transportava, eram guardas. Mesmo com um pedido de urgência desta encomenda assinado pela própria Rainha eles pareciam relutantes em deixar passar a pequena carroça alugada à pressa pelo Vasco. Para evitar confusões, deu uma pequena porção a cada um e disse que se quisessem mais teriam de ir a Tasca do Vasquito. Pareciam muito satisfeitos.
Contudo, agora era o derradeiro teste. Aparentava estar calmo, sereno mas o seu coração batia fortemente, todo o seu corpo tremia como uma vara verde e pequenas gotas de suor formavam se na sua testa. Ficou petrificado e o tempo parou. Ele não estava à espera que a Rainha aparecesse em pessoa, para receber a encomenda!
Por instinto, com os olhos fixos no chão, atabalhoadamente tentou fazer uma vénia. Por azar bateu com a cabeça na esquina da carroça. A vergonha percorria lhe a cara, e ele não sabia o que fazer, nem como se desculpar de ser tão desastrado.
A Rainha soltou uma enorme gargalhada, relaxando o ambiente. Pediu às criadas para que fosse servida a comida o mais rápido possível porque estava tudo com imensa fome.
Vasco foi convidado para a cerimónia. As criadas a mando da Rainha, emprestaram um simples mas elegante fato feito em linho. A roupa era confortável e conferia-lhe uma sensação de importância.
Com um nó no estômago e nervosíssimo, Vasco ia olhando para ambos os lados, seguindo os gestos dos outros. Ninguém percebia muito bem porque um homem do Povo estava ali, nem mesmo o Vasco que dava tudo para sair daqueles olhares que o asfixiavam.
A Rainha apareceu. O vestido sofisticado feito à medida, provocava a maior inveja nas outras mulheres da corte. Explicou quem era o convidado e a razão de estar ali.
Uma música e poesia exótica tomou conta do espaço. Os trovadores conquistaram os olhares.
Enquanto isso, a Rainha olhou para o seu prato, tomou majestosamente a colher e faca como auxiliar. Vasco de olhos fixos numa futura reacção que ditaria o seu futuro, contorceu-se no lugar. Cirúrgica e delicadamente, Ela corta um pequeno pedaço de carne que o aponta para a boca . No mesmo instante, eleva-se do seu assento. O Vasco desviou o olhar e por pouco não caiu da cadeira onde estava sentado, conseguindo evitar a atenção e repreensão/gozo de todos antes da Rainha falar.
Ajeitando o seu vestido e preparando-se para dar força à Voz, o silêncio tomou conta do espaço.
-"Isto é....